Um clássico por mês: Um Estudo em Vermelho - Sir Arthur Conan Doyle / Martin Claret



O mais importante nessa história não é o crime e a investigação – essa parte se dá muito facilmente – e sim a forma como Sherlock e Watson se conheceram, como se deu o início dessa parceria.

Watson é um médico que lutou na guerra do Afeganistão e por ter sofridos alguns ferimentos voltou para Londres e passou a viver de uma pensão. Estava procurando um lugar com um aluguel mais barato que coubesse no orçamento, é assim que por meio de um conhecido em comum, descobre que Sherlock estava à procura de uma pessoa para dividir o aluguel de uma casa.

É dessa forma que os dois se conhecem, meio que ao acaso, quem poderia dizer que se tornariam tão famosos. Sempre tive a impressão de que Watson fosse meio que um vassalo de Sherlock, não sei por que, pelo menos nesse primeiro volume e nos filmes mais recentes não é isso que acontece, e sinceramente acho muito mais interessante eles dois como parceiros do que o doutor sendo um capacho do detetive.

Desde que eu tomei consciência de que ler era muito bom, as histórias de Sherlock Holmes entrou para minha lista de livros "preciso ler". Mas levei bastante tempo para começar, e mesmo depois dos filmes com o Robert Downey Junior – que eu adoro, mesmo que não tenha nada a ver com os livros – eu ainda levei mais um tempo, foi só depois de um conto do Neil Gaiman – Um estudo em esmeralda -  que eu decidi que precisava ler urgentemente. 

Um livro curtinho – mas, um dos quatro maiores dos 60 publicados – com uma história pouco complexa, mais triste. Depois da morte misteriosa de um americano numa casa abandonada a Scotland Yard pede o auxílio – do ainda jovem – Sherlock, que para aplacar a curiosidade de seu companheiro de moradia, decide levá-lo também à cena do crime.

Gosto da forma como Sherlock faz com que os detetives da polícia inglesa pareçam idiotas a cada cena que eles compartilham, ainda mais lidando com uma competição boba entre Lestrade e Gregson – que são aparentemente os melhores detetives da Scotland Yard, mesmo não tendo provas a respeito disso – que são facilmente enganados pelas pistas falsas que o assassino deixa.

Sherlock por outro lado descobre com uma facilidade assombrosa – pelo menos para o doutor – o caso em questão. Não é um caso surpreendente, nem muito difícil de ser solucionado, apesar das mancadas da Scotland Yard, e o assassino não é uma pessoa com da qual você vai sentir raiva, depois de saber sua história que ele próprio conta, você vai se solidarizar com ele, tenho certeza.

Quando Sherlock e Watson vão morar na mesma casa é com muita curiosidade que o doutor avalia o novo companheiro, o detetive tem uma personalidade peculiar, as vezes se dedicava a um trabalho de forma exaustiva de manha até a noite, outras vezes caía numa inércia e não movia um músculo o dia todo, e isso alimentava por demais a curiosidade de Watson, somada as misteriosas reuniões que ele mantinha com diversas pessoas desconhecidas, fazia com que ele ficasse o dia todo a analisar o que o outro fazia da vida.

Mas ele não demorou muito a descobrir ao que o outro se dedicava, não poderia ter suposto, visto que ele mantinha hábitos deveras estranhos, foi com surpresa que descobriu que ele era um detetive, e mesmo não acreditando em sua técnica de dedução vai com ele na cena do crime, e ali meio que se estabeleceu um vínculo, que se perpetuou por mais diversos contos.

Não preciso nem dizer o quanto eu gostei do livro, primeiro por que ora é um livro policial, e eu amo livros policias, e segundo apesar de ver muitas pessoas dizendo que não gostam da personalidade “EXCÊNTRICA/ESTRANHA/PREPOTENTE” do detetive,  é exatamente isso que eu gosto nele, o fato dele ser egoísta, não sei por que, mais isso é uma coisa que me atraia demais no personagem. E o contraponto que Watson faz com ele, é uma coisa que eu gosto, já que o doutor é mais centrado e sociável, coisa que o detetive nunca é.

Sobre o autor:

Sir Arthur Ignatius Conan Doyle nasceu em Edimburgo no dia 22 de maio de 1859, é mais famoso por ser o escritor do detetive mais conhecido do mundo. Conan Doyle cresceu numa família católica, mas mais velho se tornou agnóstico e após uma série de eventos trágicos em sua vida se tornou espírita, formou-se em medicina na Universidade de Edimburgo em 1881. Casou-se duas vezes e teve oito filhos, morreu em 7 de julho de 1930. 

Por que você deve ler:
Quase todo mundo gosta do Sherlock Holmes - bom, assim eu acho - esse já é um motivo pelo qual você deve ler o livro. E se você já que ler, mais não sabe por onde começar, nada melhor do que começar pelo início. A história é curtinha, o livro é barato, tem uma história bacana, enfim há muitos motivos para você se deliciar com a história.

Importância Histórica:
O livro é uma introdução para as demais histórias, o caso se resolve facilmente, e o mais importante é o início da relação entre Watson e Sherlock.

Curiosidades:
Ano de publicação: 1888
Título Original: A Estudy in Scarlet
País de Origem: Reino Unido
Capa Original:

Minha Edição:


* No manuscrito original os nomes do detetive e do doutor eram respectivamente, Sherringford Holmes e Ormond Sacker;

* Foram publicados ao todo 60 histórias de Sherlock, sendo 56 contos e 4 romances;

* O autor matou o personagem no conto The final problem, mas desagradou tanto o publico que ele retornou com o personagem em A Casa Vazia, com a explicação de que só Moritaty havia morrido e Sherlock estava escondido.



Resenha: Amy Winehouse - Biografia

Eu pretendia colocar no ar a resenha de Um estudo em Vermelho para o projeto Um clássico por mês, mas depois de um imenso trabalho eu simplesmente esqueci de salvar, e eu fiquei muito chateada para fazer uma de novo agora, então vou por essa resenha da Biografia da Amy Winehouse que eu já fiz há um tempo, espero que gostem.

Desde o lançamento de Back to Black em 2007, Amy Winehouse entrou para o hall das grandes estrelas da musica. Mas com a fama veio também a exposição na mídia, e Amy sempre se recusou a interpretar algum papel, foi autentica em tudo e isso foi um prato cheio para a imprensa.

Amy nasceu no subúrbio de Londres, e desde cedo mostrava talento, incentivada principalmente pelo pai (grande fã de jazz)  já soltava a voz  pela casa. Aos nove anos seus pais se separaram e isso ficou marcado na pequena Amy (seu pai tinha uma amante) tendo grande peso na formação de sua personalidade. Na adolescência já dava sinais de que seria uma estrela, de acordo com Sylvia Young uma das professoras que teve nessa época:

“Ela me impressionou pela excepcionalidade como compositora e artista, desde o momento que atravessou pela primeira vez as portas aos 13 anos usando o mesmo inconfundível penteado que usa hoje.” Pag. 38-39

E como compositora era mesmo muito boa, em seu primeiro disco já temos uma amostra de sua perspicácia, em Frank lançado em 2003, Amy reclama de um namorado que é muito sensível, molenga e que não assume uma posição de homem no relacionamento, chegando a indagá-lo se ele é gay. Sobre isso ela falou:

“Estávamos juntos na época em que escrevi alguma coisa, mas não acho que ele tenha escutado alguma das canções menos lisonjeiras que escrevi depois. Ele disse para mim: “Como você se sentiria se eu fizesse isso com você?” Mas eu falei: “O quê? Alguém que você amou escreveu um disco realmente legal a seu respeito.” Então ele falou: “Amy você me chamou de gay.” E eu disse: “E você é?” pag: 65-66

Com Back to Black veio a confirmação não só de Amy como uma grande estrela da música, mas também como uma excelente compositora. O álbum foi aclamado no mundo inteiro e recebeu diversos prêmios, não só na Inglaterra como também nos EUA, onde o mercado para cantores ingleses não é muito bom.

Infelizmente com a fama veio também a agravação de alguns comportamentos de Amy, como uso de drogas e abuso excessivo de bebidas alcoólicas. O relacionamento de Amy com Blake também não ajudou, sendo tão hedonista quanto era, os dois ofereciam verdadeiro material de especulação para imprensa. Com a prisão dele, e com as constantes fotos que explodiam na mídia, seu talento foi deixado em segundo plano e só havia espaço para sua vida pessoal.

Como o livro foi lançado em 2008 termina falando sobre os planos de Amy para um novo cd. E como a gente sabe infelizmente não aconteceu. De 2008 até sua morte aos temidos 27 anos, no ano passado Amy passou por muito mais polêmicas, sua vida pessoal foi combustível para a imprensa do mundo todo. Sobre a impressa nesse caso eu penso que urubus famintos não teriam feito um trabalho melhor.

O livro é legal por que a gente pode conhecer mais sobre essa cantora que tinha um imenso talento musical, na mesma proporção que o tinha para auto-destruição. A única coisa que eu não gostei foi o excesso de citação algumas são realmente boas, mas outras tornam o livro um pouco cansativo. Termino com uma das melhores citações:

“Adoro Amy Winehouse e não estou nem um pouco chocada com o comportamento dela. Há tanto tempo nos acostumamos com cantoras levadas pela ambição (Madonna e sua horda de imitadoras baratas) que nos esquecemos como as cantoras que são levadas pelo talento se comportam.
Edith Piaf, Judy Garland, Billie Holiday – por algum motivo, e seria necessário um geneticista para explicar, mulheres que tem um grande talento pra cantar tem também um grande talento para adotar um comportamento temerário. Se seu talento for uma doentia coisinha minúsculo – ver Madonna e companheiras – então você tem de se comportar exatamente  do modo oposto ao temerário para preservá-lo.” Pag. 203


Amy Winehouse
14/09/1983 – 23/07/2011
Que você possa descansar em paz

Dia da Meg.

Quem acompanha o blog sabe que eu sou perdidamente apaixonada pelos livros da Meg Cabot, e tenho uma relação muito especial com os livros dela, por que fizeram (e fazem) parte de grandes momentos da minha vida. Como eu comentei na resenha de A Garota Americana, foi da Meg Cabot o primeiro livro que eu comprei, deve ter sido ali naquele exato momento que eu olhei para aquele livro que esse amor todo começou, e só foi fortalecendo com o tempo.

Eu já li muito livros da Meg, com certeza é a autora que eu mais li livros, mais ainda tenho muito mais por ler, ela sempre esta lançando um livro novo, uma nova série que vai me deixar louca de vontade para ler, por isso e pela idéia brilhante da minha querida Aline do blog Leituras, vida & paixões!, que eu decidi fazer essa nova coluna.

A idéia é sempre trazer novidades, resenhas e curiosidades que envolve os livros da Meg e a própria autora. Será sempre uma vez por mês, um post todo dedicado a trazer essas informações. Espero que vocês gostem, quem não conhece terá a chancer de conhecer, e quem já conhece vai poder saber mais novidades.

Prometo conseguir trazer umas promoções também, por que vocês merecem e seria muita maldade da minha parte trazer um monte de coisa sobre a autora e seus livros e não dá a chance de um leitor receber um brinde legal do blog.

Beijos

Resenha: Desventuras em Série #2: A Sala dos Répteis - Lemony Snicket / Cia das Letras



Depois de perderam os pais num terrível incêndio os irmãos Baudelaire não tiveram mais paz, isso por que cruzaram o caminho com um ganancioso parente (de segundo, terceiro ou quarto grau) que fará de tudo para lhes roubar a fortuna.

Quando eu comecei a ler a série eu já esperava que a vida dos Baudelaire não fosse fácil, ainda mais por serem perseguidos pelo Conde Olaf (que se mostra mais detestável e perigoso a cada livro) que quer lhes roubar a herança, mais nesse livro a história ganhou contornos mais sombrios, Olaf não quer só roubar o dinheiro deles, ele quer por fim as suas vidas e fará o que for preciso para isso.

Depois de conseguirem escapar do terrível plano de Olaf de se casar com Violet, o irmãos Baudelaire são enviados para morar no campo com outro parente do qual nunca ouviram falar, mais torcem para que pelo menos ele seja melhor do que o anterior. 




O professor Montgomery Montgomery é um importante herpetólogo (ou seja um especialista em cobras) e é o novo tutor dos órfãos, a primeira vista parece ser um homem muito excêntrico e reservado, mais logo as crianças descobrem que o tio Monty (é assim que ele pede para as crianças o chamar) é um doce de pessoa e que será muito prazeroso morar com ele e conhecer todas as cobras que ele tem em casa.

E por um tempo as coisas parecem dar certo para os irmãos, o tio Monty em breve faria uma viagem ao Peru para coletar novas espécies de cobras e os levaria, por isso eles passaram uma semana inteira fazendo os preparativos para a viagem. Mas como a vida dos jovens não é nada fácil, quando as coisas finalmente parecem melhorar é aí que piora de vez.

O tio Monty tinha um assistente que se demitiu pouco antes das crianças vir morar com ele, por isso ele contratou um novo que chegaria poucos dias antes da viagem. Para completo azar das crianças, Stephano é nada mais nada menos do que o Conde Olaf disfarçado. Quando contam para o tio Monty o que descobriram, este não acredita neles, ele sim acha que há algo de muito errado com Stephano, mais para ele este é um espião da sociedade herpeteológica querendo roubar a sua descoberta, a Víbora Incrivelmente Mortífera.


A víbora incrivelmente mortifera é na verdade bem dócil, e se torna grande amiga de Sunny.

Se tio Monty tivesse de fato acreditado nas crianças quando estas te contaram a verdade sobre Stephano ser o conde Olaf, talvez fosse possível evitar tudo o que aconteceu a seguir

O que mais me irritou nesse livro foi o estúpido Sr. Poe (o responsável por administrar a fortuna dos Baudelaire até Violet ser maior de idade) que não serve para absolutamente nada, mesmo com as evidências todas apontando para a mesma direção, ele só acredita quando quase não há mais chance de salvar os jovens. 

A sorte dos Baudelaire se é que podemos chamar assim é que apesar de Conde Olaf ser um terrível vilão, ele é tanto quanto atrapalhado, na verdade acho que ele se julga tão melhor que todos outros que acaba deixando várias pistas para que os jovens desmascarem ele, mesmo que no último segundo.

Uma coisa que eu achei muito legal e que eu só tinha lido somente em outro livro, é que muito antes do final o autor já conta o que vai acontecer no fim da história, quero dizer ele não conta o enredo todo, mas já nos alerta para o que esta prestes a acontecer, e isso não altera em nada o prazer da leitura, na verdade até aumenta já que você fica ansioso querendo saber como acontece.

  
Violet, Klaus e Sunny - movie
 
Entrada da casa do tio Monty
Tio Monty - filme
             
A Sala dos Repteis

Confira aqui a resenha do primeiro livro: Desventuras em série #1: Mau começo. 


Nota:

Resenha: Quando cai o raio - Meg Cabot / Galera Record


 



Ao voltar da escola para casa a pé Jéssica é surpreendida por um forte temporal, e acaba sendo atingida por um raio, nada de muito grave acontece com ela a não ser uma estranha mancha na pele, quando alguém é atingido por um raio você espera diversas coisas, mais nunca que esse alguém vai adquirir poderes extra-sensoriais.

Após ser atingida pelo raio Jéssica adquire a peculiar habilidade de encontrar pessoas desaparecidas, basta ver uma foto delas, que após dormir sabe o paradeiro dessas pessoas, é algo involuntário que simplesmente acontece. Mais uma coisa para acrescentar na agitada vida de Jéssica, apesar de ser só uma estudante de ensino médio, está sempre brigando na escola (e quando eu digo brigando, vocês precisam saber que a primeira cena do livro é Jéssica dando um soco no quarterback do time de futebol americano da escola) sempre por um bom motivo claro, como defender sua melhor amiga, e além disso enfrenta algumas situações dificieis em casa, como o problema de esquizofrenia do irmão mais velho.

É assim que ela acaba descobrindo o paradeiro de duas crianças que tinham a foto estampada na seção de desaperecidos nas caixas de leite. Aquilo a assusta muito, já que como é que ela pode ter certeza de onde aquelas duas crianças estão, se ela nunca as viu. Com medo de acharem que ela esta louca Jéssica acaba fazendo uma ligação anômima para o disque-desaparecidos revelando onde estão as crianças, e não conta nada mais  para ninguém.

O pior ou melhor? é que aquela sonho não foi um evento isolado, estão ocorrendo frequentemente por isso ela se envolve ainda mais nessa história. É assim que ela descobre fazendo outra ligação para o disque-desaparecidos que as aquelas duas crianças tinham sido achadas, e que ela ainda tinha uma recompensa para receber.

Com peso na consciência de saber onde estão várias crianças ela faz outras ligações, o que acaba chamando atenção do governo e lhe arrumando um problemão, por que o FBI que interrogá-la e provavelmente usá-la como arma para achar criminosos, e como desgraça pouco é bobagem ela acaba descobrindo que uma das crianças que ajudou a encontrar, na verdade foi sequestrado pela mãe para fugir de um pai violento.

A Meg sempre cria personagens fantásticas e Jéssica não fica atrás, eu achei ela uma mistura de Suzannah Simon da série A Mediadora, da mesma autora e Rose Hathaway da série Academia de Vampiros da Richelle Mead, juntas essas três conquistariam o mundo tenho certeza disso, e então você pode imaginar o que ela faz a seguir. 

Claro que ela não vai deixar o governo usá-la da forma que bem entender e óbvio que ela vai querer concertar a burrada que fez quando achou que estava ajudando aquele menino, Jéssica Mastriani, um metro e meio de altura com punhos de aço não deixará ninguém usá-la. Mas como fugir do governo e como ajudar o garoto?, para isso Jess contará assim como as outras personagens que eu citei acima, com os amigos, um gato muito lindo,  sua esperteza e um tanto de sorte.

Vocês queridos leitores que acompanham o blog já devem ter percebido que eu sou um tanto quanto fã da Meg Cabot e sempre estou proferindo elogios aos livros dela. Alguns podem até achar que é exagero e que a histórias da Meg não são assim tão especias como faço parecer saiba que eu te perdôo, talvez eu não seja parcial nas resenhas dos livros dela ok eu confesso, mas é que eu sempre acho tão bons, tão perfeitos que eu preciso dizer para vocês o quanto são bons e perfeitos, entendem?

A história é bem engraçada, está certo ser atingida por um raio não tem graça, mas não é dessa parte que eu estou falando, mas se bem que ficou engraçado no livro, estou falando sim de toda trama que se desenrola a partir do momento que Jéssica é atingida pelo raio e passa a ter super poderes. 

O primeiro encontro de Jéssica com os agentes do FBI é explosivo, vocês não acredita, só saibam que alguém acaba com o nariz quebrado. E tem todo o drama do garoto que ela vê impelida a ajudar, e claro como não podia faltar tem Rob, o bad boy da escola,que não poderia faltar é claro. Meg é gênia ao fazer os mocinhos mais lindos da literatura, e vai por mim Rob não fica nada atrás.

Então minha gente espero que vocês tenham gostado da resenha. É sempre um prazer ler fazer resenhas dos livros da Meg, e espero que vocês gostem dela por que terá muitas mais resenhas por aqui, eu acabei de reler Tamanho 42 não é gorda e faço questão de trazer para vocês a resenha do meu livro preferido da Meg, e como consumo desenfreado e minhas trocas no skoob estão aumentando consideravelmente a quantidade de livros dela que eu tenho para ler é enorme. 

Eu já estava pensando há um tempo de por ao final da resenha o link para os principais sites de compra de livros, o que vocês acham da idéia?


Nota:

Enquanto isso por aqui #3


Enquanto isso por aqui #3 (Abril)
Post Mensal sobre o que andei fazendo literariamente


*Lidos:


  1. Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne / Melhoramentos
  2. Quando cai o raio - Meg Cabot / Galera Record
  3. Em Chamas - Suzanne Collins / Rocco
  4. A Esperança - Suzanne Collins / Rocco
  5. A Maldição do Tigre - Colleen Houck / Arqueiro
  6. O Legado da Caça Vampiros - Collen Gleason / Jardim dos Livros
Eu fiquei tão viciada em Jogos Vorazes que eu tive que ler as sequências imediatamente senão eu não iria sobreviver, e eu não tenho palavras para descrever o quanto eu gostei, uma das minhas metas de leitura para esse ano que já foi cumprida. 


*Aquisições:

*Trocas via skoob:


  1. Desventuras em série: A sala dos Répteis - Lemony Snicket / Cia das Letras
  2. As leis de Allie Finkle para garotas: A garota Nova - Meg Cabot / Galera Record
  3. Meu pai fala cada m*rda - Justin Halpern / Sextante
  4. A floresta de mãos e dentes - Carrie Ryan / Underworld
  5. Marilyn e JFK - François Forestier / Objetiva
  6. Sereia - Tricia Rayburn / Versus

*Comprados:


  1. Em Chamas - Suzanne Collins / Rocco
  2. A Esperança - Suzanne Collins / Rocco
  3. As crônicas de Salicanda: Os Gêmeos - Pauline Alphen / Cia das Letras
  4. Filha da Tempestade - Richelle Mead / Agir
  5. Circo da Noite - Erin Morgenstern / Intrínseca
  6. Just Listen - Sarah Dessen / Farol 

  1. E tem outra coisa - Eoin Colfer / Arqueiro
  2. Os vampiros de Morganville: Casa Glass - Rachel Caine / Underworld
  3. Crônicas do Mundo Emerso - Licia Troisi - Rocco
  4. Quando Cai o Raio - Meg Cabot / Galera Record
  5. Frente de Tempestade - Jim Butcher / Underworld
Abril o mês mais lindo do ano, o mês em que eu vim ao mundo, por isso as comprinhas foram mega exageradas. Eu comprei tudo que eu tinha direito, por que afinal de contas eu mereço! 


*Desejados:
  1. Watchmen Edição Definitiva
  2. Fábulas - Lendas no Exílio
  3. The fault in ours stars - John Green (Ainda no primeiro semestre desse ano a Intrínseca irá lançar esse livro, para nós fãs ávidos e apaixonados por John Green)
  4. Deslembrança - Cat Patrick / Intrínseca
  5. My Life as a white trash zombie - Diana Rowland (Gente vocês precisam ver a capa desse livro, clique aqui)


*Melhor Leitura:
Eu li livros excelentes esse mês, incluindo os dois últimos da série Jogos Vorazes, eu estava pensando em por os dois como melhor leitura, mais eu tenho que escolher um e apesar de ter gostado muito de A Esperança, o livro que mais me deixou apreensiva, angustiada e ansiosa foi Em chamas, que é meu preferido da série. São tantas partes boas que eu tenho vontade de contar todas para vocês, mas não vou soltar nenhum spoiler, juro. O que posso dizer é que se vocês não leram ainda essa série ou estão em dúvida, vocês precisam ler por que é MUITO MUITO MUITO bom.


*Resenha que mais me deixou louca:
Esse mês eu tive contato com muitas  resenhas viciantes, que me deixaram louca de vontade de gastar, como por exemplo a do livro Jogador número 1 no Who's Thanny e a do livro O Silêncio do Túmulo no Nem um pouco Épico, que de fato me fizeram gastar.


*Desafios

Desafio Realmente Desafiante: 
Abril: Um livro com cenas na Africa ou Ásia.
E o escolhido foi A Maldição do Tigre, esse livro caiu como uma luva alguém ainda fala assim, por que eu estava prestes a comprar um livro para odesafio até que me lembrei desse que eu já tenho há um tempão. Resenha aqui.

Desafio Literário 2012: 
Eu não sei o que será desse desafio já que o blog que está hospedando o desafio não posta há mais de um mês.

Maratona Hot: 
A marotona aqui no Sobre Mim e Meu Mundo vai começar mês que vêm.

Projeto: Um clássico por mês
Esse mês mais um fascinante clássico da literatura mundial. Viagem ao centro da Terra de Júlio Verne publicado em 1864 que narra uma fantástica aventura ao centro da terra, em meio há muitas descobertas e desafios. Para ler a resenha clique aqui.

Resenha: Frente de Tempestade - Jim Butcher / Underworld


"Meu nome é Harry Blackstone Copperfield Dresden. Evoque por sua conta e risco. Quando as coisas ficarem estranhas, quando aqueles que se escondem na escuridão se revelarem através das luzes, quando ninguém mais poder lhe ajudar, me dá uma ligada.
Meu número esta na lista."


Existe dois gêneros literários pelos quais eu sou apaixonada, os livros de fantasia e os policiais. Gêneros bem diferentes não é mesmo. Então o que dizer sem ser passional de um livro que une tão bem esse dois gêneros, senão AMEI, muito obrigado Jim Butcher.

Harry Dresden é um bruxo e seu nome está nos classificados, é isso mesmo, ele é o único em seu ramo, e  além de trabalhar como detetive particular, também auxilia a polícia de Chicago quando algum caso extrapola o limite da razão. 

Um casal é encontrado morto num luxuoso quarto de hotel sob circunstâncias suspeitas, há algo de muito errado na maneira como as mortes aconteceram, um ser humano seria incapaz de cometer aquilo, por isso a detetive Murphy responsável pelos crimes inexplicáveis do departamento de polícia da cidade de Chicago chama Harry Dresden para auxiliá-la na investigação.

Mesmo sendo um poderoso bruxo, os negócios dele não vão nada bem. O aluguel está atrasado, o carro esta sempre precisando de concerto e as únicas ligações que anda recebendo são de pessoas querendo saber se ele é mesmo um bruxo ou de proprostas de emprego ridículas. É o trabalho que presta para a polícia que paga as suas contas, por isso sempre que Murphy liga ele vai ao seu encontro. 

Cartão de visita

O mundo real não sabe sobre o mundo mágico, mais isso não impede a interação de ambos e quando isso acontece quase nunca acaba bem para os seres humanos e toda vez que algo desse nível chega aos mãos de Murphy é a Harry quem ela pede ajuda.

O que aconteceu naquele quarto de hotel faz com que Harry passe mal, nunca antes havia visto algo desta magnitude. Aquilo não só extrapola os limites das leis humanas e não é só mais um crime violento na cidade de Chicago. O que aconteceu ali é o pior crime que um bruxo pode cometer, usar magia negra para matar seres humanos.

Para azar de Harry o único bruxo na região capaz de cometer uma magia grandiosa daquelas, é ele mesmo e isso o colocará em um série de problemas ao tentar encontrar o culpado, ainda mais quando outro corpo de uma pessoa ligada a ele é encontrado nas mesmas condições. 

Eu tenho que confessar que eu gosto muito mais de livros com protagonistas masculinos, não sei o motivo, mas é que por alguma razão que só o universo conhece eu me identifico muito quando são os caras que narram a história, esse foi um dos fatores de eu ter gostado tanto desse livro, além é claro de toda ação proporcionada pela investigação policial e pela criação de um mundo mágico com as próprias regras, e com um toque bem de leve de romance fez com que esse livro passasse para a categoria dos meus favoritos.

"Harry Desden quando não esta se metendo em confusões que por força da má sorte acaba ficando pelado, usa seu senso apuradíssimo de moda para combater o mal de moleton, botas de caubói e sobretudo." 

Harry Dresden é um cara normal com poderes mágicos, o engraçado é que pela capa eu achei que ele fosse um super bruxo mega power poderoso e f*dão, mas na verdade é que mesmo sendo muito poderoso ele é um cara atrapalhado que vive se metendo em encrencas e situações hilárias e não tem nenhuma sorte no amor.

O meu único porém fica por conta da revisão do livro que não foi das melhores, algumas palavras repetidas, outras mal colocadas e tem até uma expressão que não tem significado ("cque nemomo"), nada que atrapalhe a leitura do livro, mas é bem chato. A Underworld tem uma proposta bem interessante de trazer ao mercado nacional títulos diferentes e eu tenho vários títulos deles (que são realmente muito interessantes), acho que para ficar melhor ainda deveria haver mais capricho na traduação e revisão dos livros.

O livro tem um história fechadinha, mas para o azar do meu bolso e sorte do meu vício lá fora já foi publicado o décimo segundo volume da série, o fato é que quando eu terminar de lê-la em português estarei levando meus filhos (que ainda não nasceram e sem previsão para de fato ocorrer) adolescentes à escola.

 
Classificados.

Harry Dresden

Nota:

*Fotos tiradas do blog da Underworld.
* Graças as queridas Layn e Mila tenho mais umas informações bem legais sobre a história. A Layn viu no blog da editora que existe também uma Graphic Novel do livro, sem previsão de lançamento aqui.  E graças a Mila eu descobri que existe um seriado baseado no livro com doze episódios e produzida pela Sci Fi. Obrigado as duas!

Resenha: As Leis de Allie Finkle: Dia da Mudança - Meg Cabot / Galera Record



Eu queria falar um pouco sobre a autora antes de ir direto a resenha, os livros da Meg atinge públicos de todas as idades e existe uma gama variada de personagens apaixonantes, daqueles que quando você fecha o livro, fica desejando que eles existissem de verdade. As histórias são leves e divertidas, romances fofos, aventuras com criaturas mágicas, situações realmente estranhas e difícies de explicar e que muitas vezes tem como cenário a Big Apple, uma das cidades mais fantásticas do mundo. Muitas pessoas dizem que os livros dela são bobos e previsíveis, como fã apaixonada que sou tenho a tendência de reagir da forma mais passional possível para defender as histórias da Meg, mas analisando a luz da razão, essa afirmação acaba por vezes sendo real a não ser que você já tenha lido A rainha da fofoca aí é outra história. O mais interessante para mim é o percurso, o caminho que levará tal casal a ficar junto, ou como uma aventura vai se concretizar, são as situações que ela cria e os personagem cativantes que são o mais importante para mim. Então para quem quer ler suas histórias deixo um recado, não imagine qua vai encontrar histórias densas e cheia de conflitos, não, pelo contrário leia os livros da Meg para dar boas risadas e conhecer personagens inesquecíveis.






Mas vamos ao que interessa...

Allie Finkle tem 9 anos e é a coisinha mais fofa, esperta, que dá vontade de morder e acha que as pessoas precisam viver sob determinadas regras, como as leis de trânsito, o sistema jurídico, etc. por isso ela decide escrever seu próprio livro de regras para meninas, são regras simples e até facéis de seguir, mas as vezes até ela própria deixa as regras de lado.

Allie vive com os pais e os irmãos mais novos numa casa muito bonita em um bairro residencial, mora perto da escola e dos amigos, ali é o seu mundinho, mas tudo isso muda quando seus pais anunciam que vão mudar de casa quer coisa mais horrível para uma criança e por conseqüência terá que mudar de escola também.

Convenhamos que não há nada pior para uma criança adolescente, adulto do que ter que mudar de casa e pior ainda ter que entrar em outra escola e ser "a garota nova", mas o pior de tudo mesmo para Allie é a casa que seus pais decidiram comprar. Sem nem ao menos entrar, Allie já considera a casa mal assombrada, nem mesmo as sedutoras propostas dos pais de tomar sorvete todo dia e ter seu próprio animalzinho de estimação (no caso uma linda gatinha) fazem com que a pequena queira morar naquela casa horripilante, ainda mais tendo que abandonar seu lindo quarto cor de rosa, sua coleção de pedra quer dizer geodes e suas amigas.

Então Allie decide elaborar alguns planos para fazer com que sua família continue na antiga casa, sempre anotando novas regras ao seu livro. Por mais que desejasse, não tem como evitar ir para a nova casa, agora ela tem que se conformar, mesmo achando que a mão de zumbi enfeitiçada irá despertar a noite para pegar ela e os irmãos e que os pais não chegaram à tempo já que vão dormir no segundo andar (eu achei uma graça ela acusar os pais de isolaram ela e os irmãos no último andar da casa, para poderem ficarem sozinhos).

É verdade que o grande obstáculo para Allie não gostar da casa é o fato de que para ela a casa é mal assombrada, mais ao descobrir que a nova vizinha tem a mesma idade dela, que é bem mais legal que suas outras amiginhas e que a escola nova é a mesma de sua vizinha e há altas chances das duas estudarem na mesma sala, faz com que ela comece a gostar mais da idéia. Mas mesmo assim, com todas essas coisas bacanas e com os problemas que ela anda enfrentando na antiga escola, o medo da casa nova é maior, mais é então que entra o seu tio na história, um tio realmente muito legal, tão legal que a ajuda até a salvar uma pobre tartaruga de virar ensopado.

Um dos personagens que eu mais gostei no livro é o tio de Allie, queria que ele tivesse aparecido mais, por que ele é o único que conversa com ela de igual para igual, mesmo ele sendo adulto, sabe tem adultos que acham que as crianças não são espertas, então acaba lidando com elas como se fossem dementes e na verdade as crianças são atentas à tudo e percebemos isso no livro, não só pela Allie que é muito inteligente, como também pela suas amiguinhas que são bem manipuladoras. É nessa relação com o tio que Allie supera o medo da casa nova e aceita a mudança, é muito fofa a relaçao dos dois, espero que ele apareça mais nos outros livros.

O livro é uma fofura, misturando bem esse universo infantil que é um misto de inocência e esperteza. Eu recomendo o livro àqueles que gostam de historias divertidas, é muito bom para descontrair e dar umas boas risadas.

A série da Allie Finkle tem mais dois livros publicados aqui no Brail:

As Leis de Allie Finkle para meninas #2: A Garota Nova
As Leis de Allie Finkle para meninas #3: Melhores Amigas para sempre

Nota: