Resenha: Amy Winehouse - Biografia

Eu pretendia colocar no ar a resenha de Um estudo em Vermelho para o projeto Um clássico por mês, mas depois de um imenso trabalho eu simplesmente esqueci de salvar, e eu fiquei muito chateada para fazer uma de novo agora, então vou por essa resenha da Biografia da Amy Winehouse que eu já fiz há um tempo, espero que gostem.

Desde o lançamento de Back to Black em 2007, Amy Winehouse entrou para o hall das grandes estrelas da musica. Mas com a fama veio também a exposição na mídia, e Amy sempre se recusou a interpretar algum papel, foi autentica em tudo e isso foi um prato cheio para a imprensa.

Amy nasceu no subúrbio de Londres, e desde cedo mostrava talento, incentivada principalmente pelo pai (grande fã de jazz)  já soltava a voz  pela casa. Aos nove anos seus pais se separaram e isso ficou marcado na pequena Amy (seu pai tinha uma amante) tendo grande peso na formação de sua personalidade. Na adolescência já dava sinais de que seria uma estrela, de acordo com Sylvia Young uma das professoras que teve nessa época:

“Ela me impressionou pela excepcionalidade como compositora e artista, desde o momento que atravessou pela primeira vez as portas aos 13 anos usando o mesmo inconfundível penteado que usa hoje.” Pag. 38-39

E como compositora era mesmo muito boa, em seu primeiro disco já temos uma amostra de sua perspicácia, em Frank lançado em 2003, Amy reclama de um namorado que é muito sensível, molenga e que não assume uma posição de homem no relacionamento, chegando a indagá-lo se ele é gay. Sobre isso ela falou:

“Estávamos juntos na época em que escrevi alguma coisa, mas não acho que ele tenha escutado alguma das canções menos lisonjeiras que escrevi depois. Ele disse para mim: “Como você se sentiria se eu fizesse isso com você?” Mas eu falei: “O quê? Alguém que você amou escreveu um disco realmente legal a seu respeito.” Então ele falou: “Amy você me chamou de gay.” E eu disse: “E você é?” pag: 65-66

Com Back to Black veio a confirmação não só de Amy como uma grande estrela da música, mas também como uma excelente compositora. O álbum foi aclamado no mundo inteiro e recebeu diversos prêmios, não só na Inglaterra como também nos EUA, onde o mercado para cantores ingleses não é muito bom.

Infelizmente com a fama veio também a agravação de alguns comportamentos de Amy, como uso de drogas e abuso excessivo de bebidas alcoólicas. O relacionamento de Amy com Blake também não ajudou, sendo tão hedonista quanto era, os dois ofereciam verdadeiro material de especulação para imprensa. Com a prisão dele, e com as constantes fotos que explodiam na mídia, seu talento foi deixado em segundo plano e só havia espaço para sua vida pessoal.

Como o livro foi lançado em 2008 termina falando sobre os planos de Amy para um novo cd. E como a gente sabe infelizmente não aconteceu. De 2008 até sua morte aos temidos 27 anos, no ano passado Amy passou por muito mais polêmicas, sua vida pessoal foi combustível para a imprensa do mundo todo. Sobre a impressa nesse caso eu penso que urubus famintos não teriam feito um trabalho melhor.

O livro é legal por que a gente pode conhecer mais sobre essa cantora que tinha um imenso talento musical, na mesma proporção que o tinha para auto-destruição. A única coisa que eu não gostei foi o excesso de citação algumas são realmente boas, mas outras tornam o livro um pouco cansativo. Termino com uma das melhores citações:

“Adoro Amy Winehouse e não estou nem um pouco chocada com o comportamento dela. Há tanto tempo nos acostumamos com cantoras levadas pela ambição (Madonna e sua horda de imitadoras baratas) que nos esquecemos como as cantoras que são levadas pelo talento se comportam.
Edith Piaf, Judy Garland, Billie Holiday – por algum motivo, e seria necessário um geneticista para explicar, mulheres que tem um grande talento pra cantar tem também um grande talento para adotar um comportamento temerário. Se seu talento for uma doentia coisinha minúsculo – ver Madonna e companheiras – então você tem de se comportar exatamente  do modo oposto ao temerário para preservá-lo.” Pag. 203


Amy Winehouse
14/09/1983 – 23/07/2011
Que você possa descansar em paz

11 comentários:

  1. Oie!,
    Acho que nunca li nenhuma biografia, acredita? minto, lembrei agora que li a biografia do Chico Xavier, mas to com preguiça de apagar a primeira frase kkkkkkk
    A vida dele foi muito trash nos últimos anos neh, tava vendo uma reportagem com o ex dela e pensando "como esse maluco não morreu também?" Vida completamente sem limites...
    bjocas

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  2. Nossa, odeio perder arquivos, esquecer de salvá-los e etc. É TRIIISTEE T_T

    Adorei sua resenha da biografia da Amy, ela era mesmo fantástica, apesar de completamente sem noção. Ela tinha muito talento!

    Olha eu não gosto muito de Madonna, mas ninguém pode negar que ela tem talento. De uma forma ou de outra, se vermos a sua biografia vamos ver que ela fez coisas que muita "imitadorazinha" não foi capaz de fazer nem de longe. Mas vamos dar a César o que é de César, os talentos são distintos e acho que devemos valorizar todos eles.


    Abraços querida, boa semana pra você!

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  3. Nunca li nenhuma biografia, a não ser que os livros sobre a Audrey Hepburn e comportamento feminino depois de Bonequinha de Luxo ou sobre Audrey e influências em vinte milhões de coisas contem. Meu problema com as biografias é que elas são muito caras, as vezes custando o dobro de um livro de ficção e nem sempre valem a pena.
    Eu por exemplo, sou do tipo que conhece uma banda ou um ator por projetos e não pela vida excepcional que eles levam.

    Também nunca me dei ao trabalho de conhecer Amy Winehouse, já que na época que ela "estourou" eu curtia um tipo de música completamente diferente e só fui acordar pra vida muito depois dela morrer (na real ainda não acordei pra vida, mas parei de ouvir músicas de bandas que eu não saberia pronunciar o nome e estou vivendo uma fase mais normal). Além disso, eu me assustava com a capacidade dela de aparecer cada dia mais destruída na rua, nunca gostei de celebridades desse tipo.

    taiyounorakuen.blogpot.com

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  4. Oi amiga, nunca curti esta cantora, então não me interesso pela sua biografia, só gosto de uma musica dela, e é a heab, acho que é assim que se escreve... ja ganhei um dvd de presente de um parente, e até hj não sei pq me deram, pois nunca escutei, pq só gosto de uma musica..

    beijoss
    http://dailyofbooks.blogspot.com.br/

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  5. Jú, que bom que você gostou da indicação *-* Infelizmente eu só conheci um pouco da Amy após a morte dela e senti realmente a perda do seu talento e da sua vida ;_; Amo de paixão Back to Black e Rehab *-* A voz dela era única, um talento incomparável! Coitada da Madonna e da horda u.u

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  6. Vou falar uma coisa que muita gente diz que sou estranha quando falo, mas, ADORO uma biografia >< kkkkk Pelo que você falou, me parece ser bem interessante. Eu confesso que não sei muito sobre a Amy e conheço pouquíssimas músicas dela, mas, pelo pouco do trabalho dela que conheço, sei que é fantástico. Isso - e sua resenha que ficou ótima, por sinal - me fizeram anotar o nome da biografia aqui, e quando tiver uma oportunidade vou lê-la.

    Beijos
    @PollyanaCampos
    entrelivrosepersonagens.blogspot.com

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  7. Oi Juliana, tudo bem?
    Pra ser sincera nunca fui "a fã" da Amy, mas reconheço que dificilmente teremos outra como ela, musicalmente falando. Com relação ao livro, nunca fui fã também de biografias, não sei, mas o estilo não me prende na leitura sabe.
    Abraços,
    Amanda Almeida

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  8. Eu quase comprei essa biografia da Amy um dia, mas deixei de lado, enfim, gostei de saber um pouco mais sobre ela em sua resenha e claro, quero comprar e ler a biografia e saber muito mais, um talento jovem que se foi tão cedo como a Amy, deve ter uma história de vida interessante mesmo ><

    Beijos
    Meu outro lado

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  9. Olá!
    Sempre gostei da Amy, e achei as musicas dela interessantes.
    Uma pena que tenha vindo a falecer né..
    Não gosto muito de biografias, mas quem sabe não dou uma chance?

    Beijos,
    http://bestherapy.blogspot.com.br/

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  10. Ah, eu já vi esse livro quando fui na livraria, mas não é algo que tenha me chamado a atenção. Concordo muito com o talento da Amy, mas o tipo de música que ela faz não me agradava, sabe?
    Quanto a essa ultima citação, adorei! Fato!

    Beijos.

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  11. Caramba Ju que resenha legal, esse livro deve ser bem interessante. Pois é como vc falou parece que as grandes artistas tiveram fins trágicos,Elis, Cássia Ellen, Janis e tantas outras, mas foi triste a história da amy, então precisamos lembrar apenas do seu talento musical ok!!!
    bjão

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Oi!! Eu falo muito abobrinha, então obrigado por comentar.

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