Resenha: Legend - Marie Lu / Prumo

Eletrizante e cruel!

Eu vi pouquíssimas resenhas de Legend quando ele foi lançado, não dei muita bola para o livro, achei que seria mais uma dessas distopias chatas, com um estúpido romance adolescente sem sentido. Não podia estar mais errada, o livro me arrebatou logo nas primeiras páginas, com personagens tão cativantes é impossível não torcer por eles e se envolver na história.

Não temos nenhuma explicação de como, mais os EUA já não existe mais como era antes, a República que compreende a parte oeste de onde era o país, vive em guerra com as Colônias - porém essa guerra não é explorada nesse volume - sendo assim é um país altamente militarizado. Por isso, existem as Provas, ao completarem 10 anos, as crianças são submetidas a uma bateria de testes físicos, de aprendizagem, e passam por uma rigorosa entrevista, assim o governo determina o futuro da nação, tudo depende da nota que você tira, notas excelentes te dão direito ao ensino superior - aonde também se formam os soldados - notas medianas ao ensino básico, notas ruins, não te dão direito a nada, você já se torna mão de obra, agora, ser reprovado, é o fim, os pais perdem o direito a criança, e elas são mandadas para um campo de trabalho pelo menos é isso que eles querem que você acredite. Se você acha isso cruel, não viu nada.

E assim conhecemos June e Day que estão nos extremos desse cruel governo, ela, de família prestigiada, é um prodígio, tirou a nota máxima nos testes, e aos 15 anos já se formou na faculdade, é um soldado perfeito, habilidosa e inteligente - nada de heroína titubeante e indecisa. Já Day, menino das zonas pobres, reprovado nas Provas, se torna um fugitivo, e o principal criminoso da Republica, assim como June, é habilidoso e inteligente, os dois são muito parecidos, apesar de ser de mundos completamente opostos. 

O livro é narrado sobre os dois pontos de vista, ora narrado por ele, ora por ela, e assim conhecemos os extremos da sociedade, a soberba da parte rica, e a miséria da parte pobre. Sabemos que ser de uma família nobre, não é garantia de nada, se você se meter no que não deve, seu status, não pode fazer nada para você, é preciso entrar no jogo do poder, ser obediente e não questionar. Descobrimos que a população pobre é constantemente castigada por pragas, que aparecem de tempos em tempos, e que eles são completamente subjugados e oprimidos, mas que mesmo assim, há resistência.

O destino se encarrega de colocar um no caminho do outro da forma mais cruel, sério, eu fiquei muito triste com o que aconteceu, não posso dizer o que é, mas é a força que impele June ir atrás de Day. E isso muda tudo, por que quanto mais se envolve com ele, mais June passa a questionar sobre as ações do governo. 

A autora soube como mexer com as emoções do leitor, descrevendo lindamente a força motriz que faz os dois serem como são, suas famílias, por que é por elas que os dois lutam, o amor os faz agir, eles amam tão profundamente seus parentes, e cada cena que a autora escreve dessa relação é tão amorosa, tão linda, para logo depois enfiar uma faca no seu coração da forma mais nefasta, você é muito cruel dona Marie. 

Há um princípio de romance entre os dois, que eu, sinceramente, achei dispensável, acho que a autora poderia ter deixado mais sútil, e explorado um pouco mais disso nos próximos volumes, não atrapalha a história, mas também não acrescenta nada. 

O final, ainda bem, não termina em um grande suspense, mas mesmo assim, eu não vejo a hora de ler Prodigy, que a Prumo já divulgou que lançará ainda nesse semestre. 

5/5 [Favorito]


10 comentários:

  1. Amo distopias e quero muito ler essa, ainda mais sendo um livro 5 estrelas.
    No momento estou lendo Delírio e estou curtindo muito, nem acabei ainda e já estou ansiosa por Pandemônio haha.

    http://nerdicesdeumagarota.blogspot.com.br/

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    1. Estou curiosa para ler Delírio, mas sempre fico com o pé atrás, mas desse mês não passa.

      bjks

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  2. Aaaaaaaaaaaaaaah, por que esse fraco por distopias, Melissa, por que??????

    Mas fiquei interessada com essa proposta, apesar do romance e tudo mais.

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    1. O livro é lindo e cruel, o romance ficou meio sem sentido, mas a história é emocionante, não vejo a hora da sequencia.
      Aí Mel, um ótimo livro para adicionar naquela sua lista para esse ano.

      bjks

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  3. Eu já tinha curiosidade e interesse pelo livro, gostei da sinopse e li outras resenhas tão boas quanto a sua, que ficou ótima. Gosto de distopias e pra ser sincera amo cenários pós-apocalipticos e similares, além dos clichês de casais rsrs Soa piegas mas eu gosto. Está na minha lista de desejados :)

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    1. Cenários pós apocalípticos são ótimos, as histórias tendem a ser muito boas.

      bjks

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  4. Nossa amiga que resenha ótima, vc me deixou mega curiosa. Assim que sobrar uma graninha e passar meu tempo de controle vou investir nesse livro. Valeu pela dica. Estou cada dia mais fã de distopias!!!!

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    1. Leia sim, é tão bom, mesmo sendo triste.

      bjks

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  5. Quero muuuuito ler esse série!!!
    E a tua resenha só me faz querer ainda mais...
    Meu único problema é que quando o livro é tão querido por todos, geralmente eu vou pelo caminho inverso sabe?
    Isso foi o que aconteceu com Jogos vorazes... =/
    Espero que não se repita nesse livro =)

    Beijos,
    Carol e seus livros.

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    1. Eu tb tenho esse problema, mas só com alguns livros, eu sempre avalio antes de comprar, será que vou gostar da história? Por isso eu não comprei 50 tons de cinza sei que não é um livro para mim, e não ficar gastando meu rico dinheirinho em livros que não vão me agradar.
      Mais leia sim, as criticas positivas são por que o livro é muito bom, e prende totalmente a sua atenção.

      bjks

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